Qual a relação entre os Ramones e a gestão de talentos?
Simples: quando quatro caras com pouquíssimo conhecimento e técnica musicais aproveitam ao máximo os três acordes que sabem, gastando toda a energia em criar um estilo próprio, único e original com os recursos disponíveis, estão dando ênfase ao que têm de melhor.
Peter Drucker, um dos grandes gurus de gestão empresarial, já recomendava muito tempo atrás: em vez de gastar tempo e energia tentando consertar os pontos fracos, ganhe muito mais potencializando os pontos fortes.
Isso vale para empresas, bandas de rock e qualquer indivíduo.
Qual a relação entre os Ramones e a gestão de talentos?
Simples: quando quatro caras com pouquíssimo conhecimento e técnica musicais aproveitam ao máximo os três acordes que sabem, gastando toda a energia em criar um estilo próprio, único e original com os recursos disponíveis, estão dando ênfase ao que têm de melhor.
Peter Drucker, um dos grandes gurus de gestão empresarial, já recomendava muito tempo atrás: em vez de gastar tempo e energia tentando consertar os pontos fracos, ganhe muito mais potencializando os pontos fortes.
Isso vale para empresas, bandas de rock e qualquer indivíduo.
Na maioria das culturas do mundo, e a nossa não é exceção, as pessoas dedicam mais tempo e energia a pesquisar suas fraquezas. Isso independe de faixa etária, de riqueza ou pobreza, de muita ou pouca educação. A fixação nas fraquezas está profundamente arraigada na nossa educação.
Imagine a seguinte cena: um jovem com notas boas em química, física, língua portuguesa e uma nota média em álgebra. Sobre qual nota os pais irão focar a atenção? Se você disse álgebra, acertou. Não é que não mereça a atenção, mas a maior parte da conversa será focada no ponto fraco. Claro que preciso de uma ação para melhorar essa nota média. Porém, o principal ponto de atenção deveria ser sobre como posso aproveitar os meus pontos fortes.
Mesmo se olharmos para a psicologia nos últimos 50 anos, a maior concentração foi na identificação de disfunções e as diversas maneiras de tratá-las. Focar na função, em ações que geram alegria, felicidade, plenitude, é objeto de pesquisa recente.
Quando vemos uma pessoa em destaque, em qualquer atividade, podemos afirmar que ali está sendo praticado um conjunto de talentos que possibilitam essa diferenciação.
Usar esses talentos não só permite uma performance que sobressaia à média, gera também satisfação.
Os freios que podemos ter quanto à utilização desses talentos são vários:
- Os modelos de sucesso que pretendem nos vender, e a frustração que temos quando observamos que não nos encaixamos perfeitamente neles.
- A orientação que nos dão para tentar corrigir os nossos pontos fracos, transformando-os em supostas áreas de oportunidades. Isso poderá evitar o fracasso, mas não promoverá a excelência.
- O temor que temos das fraquezas e não saber o que fazer com elas.
- O medo do fracasso.
- O medo de saber quem somos, e a responsabilidade de usar plenamente o potencial que temos.
Uma das estratégias recomendadas para lidar com essa situação é ter meios de identificar esses talentos e verificar se, de fato, você está tirando o maior proveito deles.
Constatamos o que intuitivamente já sabíamos: não existe uma pessoa igual a outra. A tentativa de criar clones ou de encontrar o perfil ideal é infrutífera. Vivemos num mundo de diferentes e diferenças. Tentar estabelecer modelos de sucesso gera frustração e pode fazer com que foquemos as nossas energias em pontos fracos que, com muito esforço, propiciarão um desempenho médio, e médio é medíocre.
Propomos trabalhar os Pontos Fortes, que para nos são a soma de Talentos que entendemos pos capacidades naturais e conhecimentos, habilidades e experiência.
Ninguém consegue brilhar efetivamente deixando de ser quem ele/ela é.
E o que fazer com os pontos fracos? Administre, não permita que atrapalhem, busque alguém que complemente você e some.
Dispor de um instrumento, um mapa que nos permita identificar os talentos, é fundamental tanto para o indivíduo quanto para quem trabalha com ele, e assim poder concentrar os esforços nos potenciais dessa pessoa.
Pelo mapa, podemos identificar três tipos de talentos:
- Os Talentos de Orientação, que representam os nossos objetivos, os nossos porquês, o que nos move.
- Os Talentos de Pensamento, que representam a nossa maneira de raciocinar, de analisar informações, de tomar decisões.
- E os Talentos de Relacionamento, que se manifestam pelo nosso comportamento, pelas formas de interagir com pessoas, facilidades de se entrosar, preferências por tipos de relacionamentos.
Compreender quem sou, os diferenciais que tenho, permitirá propiciar condições de sobressair.
Como diz Caetano Veloso, “Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”. E essa fome pode ser também de realização, de motivação, de sentimentos de plenitude aos quais cada um de nós tem o mais absoluto direito.